You are currently browsing the tag archive for the ‘rockstar’ tag.

Sei que não pode ser hype porque o jogo já foi lançado. Mas eu só vou poder comprá-lo em junho, então pra mim ainda tá no hype 😛

Quero pegar 2 dos principais diretores de Western da história do Cinema e sugerir um filme de cada, principalmente pra galera fã desse gênero mas que não conhece muito bem. E também pra quem estava esperando um jogo como Red Dead Redemption com a mesma vontade que eu, fã bitolado de western, fã de jogos complexos, e fã da Rockstar. Faça como eu e entre no clima de RDR com clássicos do Western! Vamo lá:

John Ford

John Ford é um diretor que quase só fez westerns, e um dos caras que mais fez filmes no mundo. John Ford dirigiu pelo menos 140 filmes. Acredite, isso é COISA PRA CACETE. Hollywood estava começando a se formar como indústria, que nas próximas décadas, exigiria dos diretores uma produção quase em escala de filmes. John Ford, como um dos principais da época, não dirigia menos que 3 filmes por ano.

Depois de algum tempo, os produtores perceberam que valia mais a pena investir num grande filme de qualidade e mais caro do que em 50 filmes produzidos em escala. A partir daí, John Ford fez seus maiores clássicos, a maioria westerns. Existem filmes como O Homem que matou o fascínora que são exemplos de filmes nos quais Ford ao mesmo tempo conta uma história sensacional, mas minimalista. Mas pra quem está conhecendo, sem dúvida deve começar com Rastros de Ódio, um dos maiores clássicos não só do western, mas de todo o cinema americano. Esse sim é um filme grandioso, épico tanto na história quanto na ambientação. Te joga totalmente no universo do western clássico, que pode parecer meio caretão, mas é muito bem narrado!

Sergio Leone

Esse é um diretor italiano que por algum motivo (provavelmente a paixão pelos filmes de John Ford), se apaixonou pelo gênero do faroeste, e começou a fazer filmes com essa temática. Graças a ele, principalmente, foi cunhado o termo “spaguetti western”, ou seja, filmes de faroeste dirigidos por italianoa. Apesar de parecer pejorativo, o apelido foi dado porque de fato o estilo era diferente dos westerns de John Ford e outros diretores clássicos.

Sergio Leone revolucionou o gênero, trazendo novas camadas pras histórias, cheias de ironia, mais agressivas e mais violentas. Os filmes de Sergio Leone geralmente tratam da decadência da sociedade daquele ambiente, nos tempos próximos a modernidade, da chegada das ferrovias e da corrida do ouro. Os protagonistas também costumam ser mais misteriosos e menos perfeitinhos ou heróicos. Não dá pra deixar de falar também das músicas de Ennio Morricone, um dos maiores compositores da história do cinema, que inventou um estilo para a temática do faroeste, que é reconhecida até hoje mesmo pra quem não é familiarizado com os filmes. Quem não conhece:

Resumindo:

Voltando ao assunto. O filme mais conhecido de Leone é Três homens em conflito (The good, the bad and the ugly), um filme sensacional sobre as guerras civis e a corrida do ouro do velho oeste. É um dos filmes, de tantos outros, que ele fez com Clint Eastwood. Quem tiver saco e tempo, tem que ver esse filme. Mas existe um que você tem que ver mesmo se não tiver nem saco nem tempo, e ele se chama Era uma Vez no Oeste. È um filme que obedece todas as “fórmulas” do western, mas que ao mesmo tempo quebra paradigmas com sua história emocionante, personagens tremendamente profundos, trilha sonora perfeita (também de Morricone), e recursos estéticos que jamias se pensou usar nesse gênero. É um filme extremamente poético. E consegue fazer isso em meio a tiroteios, duelos, mortes e roubos. Simplesmente imperdível, é sem dúvida um dos meus filmes preferidos e um dos poucos que me fez chorar no final (não querendo dar uma de machão, mas não é qualquer titanic que me faz chorar, tem que ser uma história única).

Bônus: Clint Eastwood

Clint Eastwood, que era ator de faroeste e hoje é um diretor filhadaputamente talentoso, também fez sua homenagem ao gênero em 1992. Quem duvidava que, depois do fim do sucesso dos filmes de faroeste, pudesse surgir uma nova obra prima do gênero, não contava com a astúcia de Clint Eastwood. O filme é tão bom que, mesmo tendo sido feito décadas depois da onda de westerns, costuma sempre entrar em listas de melhores westerns já feitos, e sem dúvida é um filme impressionante.

Yo no creo em jornalistas idiotas, pro que los hay, hay.

Calma, não vou escrever o post inteiro em portunhol. Nesse post vou colocar uma crítica minha feita ao Jornal Hoje através do site do G1. Aí está o link:

http://migre.me/aUvF

O texto é auto-explicativo.

E quem concordar com ele, plz se junte à batalha >:)

_______________________________________________

Olá, equipe do G1.

Houve esta semana uma reportagem no Jornal Hoje a respeito do Projeto de Lei que proíbe o bullying em Pernambuco. A lei por si só é interessante, porém, na reportagem, foi dado foco também em um jogo, chamado Bully, e que foi lançado há mais de 3 anos atrás.

Na reportagem o jogo foi acusado de ser um jogo que “estimula o preconceito”, além de ser adjetivado (ato que não deveria ser esperado de jornalistas) de “péssimo gosto” e “sem graça”. E pra fechar, ainda diz que é “jogado por covardes”.

Uma pergunta simples: Será que alguém julga algum filme sem antes vê-lo? Acho que se algum crítico de cinema fizer isso, vocês provavelmente o demitirão na semana seguinte. Pois eu duvido que qualquer uma das pessoas que participou da elaboração dessa reportagem tenha jogado o jogo Bully.

Primeiro, o jogo não incentiva o preconceito. Seu objetivo não é maltratar gordinhos e nerds, em bora haja a POSSIBILIDADE de fazer isso. A história principal do jogo, no entanto, é de um menino problemático que é internado pela mãe (que não liga para ele) num colégio onde reina o caos e os estudantes se odeiam. Durante o jogo você precisa burlar também a autoridade tirânica da escola.

Mesmo que alguém diga que isso é nocivo, deveríamos perguntar: estamos julgando os videogames com a mesma imparcialidade que julgamos filmes ou livros? Por que os jogadores são tratados como crianças que não podem ver um conteúdo minimamente fora do padrão? O processo de classificação por idade está aí pra isso, e principalmente os pais estão aí pra isso: eles decidem se os filhos vão ou não jogar. Mas que pelo menos decidam baseando-se em informações corretas, que não foi o que vocês forneceram.

Videogames são uma forma de entretenimento, e como tal deve ser livrada de ataques gratuitos como esses do Jornal Hoje, que só fazem reforçar o paradigma conservador de que jogos são para crianças e devem manter-se longe de conteúdos violentos ou sugestivos. A arte felizmente deixou quase completamente de sofrer com isso. Os videogames são também uma forma de arte (por que não?) e deve ser respeitada. Covardia de verdade é julgar algo que não se experimentou.