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Acho que todas as pessoas que gostam de jogar e ler sobre videogames, estão mais do que acostumadas com matérias jornalisticas cegas, surdas e mudas sobre o má influência (cof) e danos sociais (cof) que os jogos podem trazer para o universo.

Pensando nisso, resolvi criar uma série de posts para as próximas vezes que jornalistas muito espertalhões resolverem adentrar esse terreno. O objetivo é colocar muitas minas nesse terreno, pra que esses jornalistas espertalhões percam o maior número possível de membros ao publicar babozeiras sobre videogames. Como fazer isso? O maior número possível de blogueiros e sites que tratam de games, independentes ou não, deveriam ficar espertos para matérias desse tipo. De preferência escrever, criticando-as sem xingar ou perder a razão. Mas sim mostrando por que são tão idiotas e contraditórias.

Infelizmente a crônica sobre a qual vou escrever hoje não parece ter causado alarde. Não achei um site ou blog sequer falando sobre. Tudo bem, todo dia tem uma matéria assim. Mas essa em questão surpreendeu por ter vindo de um meio de comunicação pretensamente (e forçadamente, às vezes) alternativo: a Revista piauí.

Não foi uma matéria jornalística. Parece que a autora da crônica, a escritora Vanessa Bárbara, estava sem temas para escrever e decidiu que seria legal atacar as pessoas que jogam videogame. A crônica é um diário escrito em primeira pessoa (duh) por um personagem viciado em games. O estereótipo do estereótipo.

Nem vale a pena resumir o texto. Quem estiver interessado, vale a pena ler apenas para ver uma crítica antiga e que as pessoas insistem em chegar atrasadas para fazer. Desistam! Já temos muitos casos de preconceito das mídias maiores, que insistem no tema e fazem campanha contra cada jogo com temática violenta que sai.

Alguém pode argumentar que o vício em games existe, e que a crônica pode apenas ser uma crítica aos viciados e não aos videogames em si. Pode até ser que essa seja a intenção, mas eu duvido. Quando se faz uma crítica desse tipo, você tem que tomar cuidado para não carregar suas palavras com o preconceito que determinados assuntos são tratados. Ela não teve esse cuidado. Deixou vazar um sarcasmo infantil em relação aos jogos, como se criticar o vício não fosse suficiente.

Algumas pessoas parecem ter medo das novas tecnologias e, por algum motivo, achar que são nocivas ao  mundo. Infelizmente os videogames, assim como a internet, acabam sendo dois dos principais alvos desse medo que, como diria Mestre Yoda, se transforma em ódio, que se transforma em sofrimento. A internet acabou perdendo um pouco desse preconceito por ter virado uma ferramenta indispensável tanto para um executivo quanto para um porteiro. Mas e os videogames continuam sofrendo com alguns retardatários que não entenderam seu potencial.

Recentemente na faculdade, li sobre um psicólogo que, nos primórdios do Cinema, ia assistir filmes escondido dos seus colegas, pois teoricamente estava se rendendo a uma forma de arte inferior. Ele acabou escrevendo o primeiro livro teórico sobre a arte do Cinema, e fez campanha para que tivesse a mesma consideração do Teatro ou da Literatura.

Hoje, os conservadores que criticavam o cinema são os pseudo-intelectuais que criticam os videogames. E quem pode mudar isso são as pessoas que levam os jogos a sério. E não precisa escrever livros teóricos. Escrever num blog já é suficiente.