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Agora vamos às notas, mais um momento para eu me sentir um reviwer importante.

História:

A história é provavelmente a melhor coisa de Uncharted 2. Não dá pra dizer que é com certeza, por que se tem uma coisa que esse jogo faz melhor que qualquer um dessa geração, é integrar os acontecimentos, diálogos e personagens com o gameplay.

Pra quem não faz idéia de do que se trata essa série, é um Indiana Jones contemporâneo. O legal do protagonista, Nathan Drake, é que, apesar de conseguir escalar praticamente qualquer coisa e ler latim arcaico, ele consegue causar a impressão de que qualquer um de nós poderíamos viver as aventuras que ele vive. Não porque eu ou você vamos sair por aí em busca de artefatos mágicos, mas porque as reações e ações dele não são exageradas. Ele se machuca, reclama, xinga e faz piadas, como qualquer pessoa. Explicado porque é um dos personagens mais carismáticos dos games.

O primeiro Uncharted era curto e contava apenas a história de Drake em busca do “El Dorado”. Mas Uncharted 2 é bem mais complexo nesse sentido. No primeiro, Nathan descobre o que está procurando logo na primeira cutscene, e já se sabe quem são seus companheiros (Sully e Elena) desde o início também.

Uncharted 2 vai acrescentando os elementos da trama principal (o que Nathan está procurando?), os personagens (quem vai ajudar Nathan a chegar onde quer?), o vilão e suas verdadeiras intenções… tudo isso que no 1º era dado de cara, no 2º chega de acordo com o andamento da história. Isso faz com que cada cutscene seja preciosa e prenda a atenção de queme stá jogando. Me lembro de várias vezes largar o controle e assistir como se fosse um filme. Realmente ela te envolve, tanto quanto envolveram tantos filmes clássicos.

O Roteiro de Uncharted 2 é um dos mais polidos (se não o mais) que já vi em jogos de ação, que tendem a chutar essa parte para escanteio. E é uma das histórias mais legais que já joguei/assisti. Nota: 10


A batida do ônibus acontece em tempo real.

Gameplay:

E aqui está a razão porque acho que Uncharted 2 conseguiu revolucionar, mesmo tendo uma abordagem comercial. O jogo assume uma proposta linear desde o início. Ao contrário de jogos como Heavy Rain, Mass Effect e Fallout 3, ele não sugere aproveitar a possibilidade aberta pelos games de atribuir novos elementos às narrativas como decisões de dilemas morais e múltiplos caminhos para a história.

Algumas pessoas citam isso como desvantagem, pois o jogo não estaria inovando e também não aproveitaria a característica interativa dos videogames. É aí que entra minha discordância!

Em Uncharted 2, por mais que você não possa alterar a história, você está quase 100% do tempo no controle da ação. Pode parecer óbvio, afinal é um jogo. Mas pense consigo mesmo quantos jogos precisam tirar o jogador do controle para que a o jogo caminhe. Em quantos jogos você já presenciou quedas de prédios? Muitos. Mas em quantos deles você estava com seu personagem dentro do prédio em quanto ele caía, controlando-o no meio de um tiroteio?

A Naughty Dog não usou cutscenes para fazer com que esses momentos de ação ocorressem. As cutscenes, na verdade, quase não possuem ação, são mesmo carregadas de diálogos, sempre sensacionais. E se possuem, logo entregam ela de mão beijada pra você, que se virá em situações como pontes quebrando e um trem (Ah, o trem!) viajando na selva tibetana. Por isso é tão difícil dissociar a história do gameplay nesse  jogo. Eles andam juntos, complementando um ao outro.

O gameplay também é possui outros elementos: os tiroteios no sistema de cover (como em Gears of War), a possibilidade de matar inimigos sem ser percebido (stealth), escalar prédios (como em Assassin’s Creed, Prince of Persia… etc), alguns puzzles e a caça de tesouros. A diferença aqui, é que eles se misturam muito bem. Você vai se encontrar constantemente escalando uma parede enquanto precisa mirar para atirar em alguém, por exemplo. Fora as partes que mal podem ser definidas, como em uma determinada hora que você tem a chance de andar em uma cidade, sem tiroteios ou inimigos, somente olhando para ela. E, acredite, só olhar é o bastante, porque é um ambiente perfeitamente vivo. Poucas vezes fiquei tão embasbacado olhando para a TV.

A desvantagem aqui fica em algumas poucas partes onde os tiros são repetitivos demais. E também nos puzzles, que na maioria são simples demais (embora não tanto quanto no primeiro jogo), com exceção de dois deles. Aliás, o puzzle na caverna de gelo é um dos milhões de pontos altos do jogo. Há também a caça aos 100 tesouros escondidos pelos capítulos. Aliás, bem melhor escondidos que no primeiro. É mais divertido procurá-los (mas só com muita paciência para achar todos.

Poderia escrever 10 posts sobre o gameplay de Uncharted 2. Mas o fato é que mesmo depois de pensar muito e achar o pequeno excesso de tiros e os puzzles como os únicos defeitos do gameplay, ainda acho uma da smelhores experiências que tive como jogador. Nota: 9,5

Arte:

Não há muito o que falar aqui. Eu teria que ter um olho de Da Vinci para enxergar algum defeito na arte desse jogo. Não é novidade, por exemplo, a voiceactting perfeita, capturada junto com os movimentos dos atores. Mas o verdadeiro espetáculo é a ambientação: É de longe o mais bonito trabalho de modelagem, texturização e iluminação que já vi num jogo. E põe Crysis aí no meio.

Mas como? Como um jogo com 978 milhões de polígonos que roda em PC pode ser mais feio que um jogo de PS3, que não alcança o que um PC pode alcançar?

Aí as pessoas confundem gráficos com definição. Uma TV em preto e branco da década de 70 nunca vai ter a definição de uma Sony Bravia 42′. Mas se eu passar Casablanca na preto e branco e Crepúsculo na Bravia, eu fico 1000 vezes mais satisfeito de olhar para a primeira. A questão não é poder tecnológico, é qualidade artística.

As animações fluidas e variadas, o uso das cores, as expressões dos personagens, a modelagem de cada canto dos cenários, que às vezes nem podem ser alcançados, mostram o esmero da Naughty Dog com os pequenos detalhes, que se uniram e deram forma a um ambiente vivíssimo. E isso pode dar jogos muito bonitos (como já deu) mesmo em um SNES, que fosse. Nota: 10


Conjunto:

Pra falar de outros componentes que fazem o jogo ser sensacional, não pode faltar o Multiplayer. Apesar de eu não ter visto tanta costumização e poucas armas, é um multiplayer MUITO divertido. Quando soube que iria sair com MP, fiquei até chateado, achei que seria só pra vender mais e preferia que nem tivesse. Quando jogeuei, porém, dei três tapas na boca pra parar de ser precipitado. O mais legal desse modo é que, diferente de CoD ou algum outro FPS, em Uncharted 2 há a variável vertical. ou seja: Há diversos prédios ou ruínas para se subir e pegar adversários desprevinidos. Os mapas possuem vários níveis.

Também não pode faltar o multiplayer cooperativo, que é muitíssimo divertido. É um pedaço de campanha, nos moldes do singleplayer, só que online com 2 ou 3 parceiros. O tanto que gostei desse modo foi o mesmo tanto que me decepcionei por não haver coop local.

A música é também é digna de Hollywood. É daquelas que você baixa pra ouvir em casa (pelo menos eu que sou meio doido por trilhas  gosto muito de ouvir). Pra não dizer os efeitos sonoros. Se você parar pra prestar atenção, vai sentir pena dos sonoplastas, pois eles colocam um barulho diferente pra cada coisa que você faz no jogo. E isso ajuda, e muito, a dar vida a ação.

Aqui acho que o maior problema é não poder jogar coop local, apesar do multiplayer ser um extra. Nota: 9,5


Uncharted 2: Among Thieves

Desenvolvedora: Naughty Dog

Diretores: Bruce Straley, Amy Henning

História: 10 / Gameplay: 9,5 / Arte: 10 / Conjunto: 9,5

Nota Final: 9,7

Pra quem tem PS3, precisa parar tudo que está fazendo (mas termine de ler o post primeiro) e comprar agora Uncharted 2. De repente o primeiro também, mas mais por causa da história. Ela não é continuação direta, mas ajuda a pegar o espírito dos personagens e da série. Pelo menos veja as cutscenes no YouTube, seu preguiçoso(a) 🙂

Você com certeza vai ter uma experiência nova com videogames. E provavelmente vai concordar: Uncharted 2 definiu o patamar a ser batido pelos próximos jogos de ação dessa geração.

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