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http://www.impostojustoparavideogames.com.br/

Olá pessoas de bom coração e que levam videogames pelo menos um pouco a sério.

Está rolando na interwebs uma campanha feita por gamers brasileiros suplicando ao governo para que tirem os videogames de alguma categoria bizarra d eprodutos eletrônicos, que classifica os jogos com uma porcentagem de imposto abusiva. Não é a toa que jogos vendidos a U$50 ou U$40 nos EUA chegam aqui custando R$ 160,00, no mínimo.

Pelo que entendi quando li algum tempo atrás o projeto de lei 300/07, colocaram há muitos anos os jogos de videogame nessa categoria pois eram considerados não uma obra de entretenimento como filmes o são, mas alguma outra coisa que se aproximava mais da parte de hardware e software.

Se isso não for viagem louca minha, essa discussão tem muito a ver com o que não encho o saco de dizer nesse blog: jogos não são respeitados como uma forma de entretenimento. São considerados “inferiores”, e até nocivos por alguns idiotas por aí.

Meu medo é justamente que alguns desses idiotas sejam senadores e deputados.

A não aprovação dessa lei pode ser um atraso de décadas para nós gamers, para pessoas que trabalham vendendo e games e também para quem quer desenvolver jogos. Afinal, se pensarmos que os impostos altos ajudam a aumentar a pirataria e a pirataria afasta as empresas de fazer investimento aqui, dá pra perceber que será muito mais difícil desenvolvermos um mercado nacional.

Sendo mais pessimista ainda, e se a pirataria já virou cultura? Será mesmo que se diminuirem os impostos as pessoas vão parar de comprar piratas? Talvez os gamers mais sensatos comecem a pagar um pouco mais caro. Mas será que somos um setor do mercado com força o bastante para mudar a situação?

É lógico que não devemos ser ingênuos e acharmos que o sucesso da campanha vai garantir a diminuição dos preços e o futuro do mercado brasileiro. Mas parece ser a melhor chance que tivemos há muito tempo, e o gamer que não fizer sua parte merece ser sodomizado pelo Kratos.

Assinem!

Seguindo a discussão entre eu e meu amigo, numa inóspita e escura floresta da terra média… ok, foi num bar. Mas ele era tão inóspito quanto a floresta escura.

Enfim, depois de eu passar algumas horas um tempo defendendo o universo Tolkiniano e dizendo porque ele era a maior invenção da história do tempo, este meu amigo levantou o braço e fez a afirmação fatal: “O Universo de Star Wars é melhor”.

Depois de placas tectônicas se chocarem e tempestades cósmicas assolarem planetas graças a tal afirmação, ele completou: “Mas só no filme. O filme de SdA compacta o universo para caber nos 3 filmes. O de Star Wars consegue se expandir independente de outras mídias”.

Parando pra pensar, essa afirmação até que faz sentido. Peter Jackson, nos filmes da série LotR abriu mão de um detalhamento maior (que já acontece em maior grau nas versões estendidas) para conseguir contar a história sem se perder ou sem faltarem partes importantes do livro. Mas isso acabou tirando todo o detalhamento descrito na parte 1 desse post.

Apesar de Star Wars também possuir bases em diversas outras mídias (quadrinhos, jogos, animações, etc.) a estrutura do universo de George Lucas está toda na trilogia antiga, ainda mais completa quando somada à trilogia nova.

Que fique claro que não estou fazendo juízo de valor das séries. Primeiro pelos recursos que mudaram muito nas décadas que se passaram entre elas. Segundo porque, sinceramente, se formos analisar a qualidade de cada filme, Star Wars possui alguns cheios de falhas, o que não acontece em LotR.

Depois de discutir mais um pouco, enquanto amigos nossos caíam bêbados a nossa volta, chegamos à conclusão do que caracterizava a diferença entre os dois universos:LotR, a verossimilhança do Na versão cinematográfica de mundo e seus detalhes foram acertadamente deixados um pouco de lado em favor da história principal. Isso deu substância e qualidade ao filme mas tirou a profundidade do universo. Assim, soboru apenas a estrutura da história: a jornada de Frodo.

Em Star Wars, a amplitude do universo é definida pela filosofia Jedi e sua contra-filosofia Sith. Há também uma jornada heróica: a de Luke. Mas ela é permeada por esse dilema Dark Side vs. Light Side. A filosofia em Star Wars é muito mais presente do que os detalhes no filme LotR. E muito mais complexa do que a simples jornada de Frodo (simples não quer dizer ruim).

No fim, temos que admirar ambos os mundos. também pela capacidade de serem eficientes em diferentes mídias. Será essa a narrativa do futuro? A que se estende pra fora do filme/livro/jogo/whatever? E se ela se estende, qual a melhor saída se não um universo amplo?

Respostas que o futuro nos dará. E que discutiremos em bares!

Essa divagação surgiu de uma conversa num bar pé-sujo (ou melhor, pé-imundo) no Rio de Janeiro, entre alguns amigos amantes de Cinema.

A discussão era sobre filmes e livros épicos tão amplos que criam universos imensos para abrigar suas tramas. O primeiro a ser tratado na discussão foi Senhor dos Anéis, obviamente. Tolkien era um cara muito cabeçudo e sagaz, além de ser lingüista e especialista em Literatura. Também vinha a ter uma imaginação hiper-fértil, somada a profundos conhecimentos sobre mitos e arquétipos da narrativa épica. Enfim, um cara esperto.

Graças a essa intimidade com a linguística e com o mundo acadêmico, Tolkien construiu uma complexidade enorme para o ambiente onde passam as histórias criadas por ele. A ponto de muitos, inclusive eu, em algum momento, se perguntarem: Pra que raios se dar o trabalho de inventar o nome científico da erva fumada pelos Hobbits do Condado?

Vamos por fases, porque por partes é clichê. Primeira coisa, a mais fundamental pra entender a loucura de caras como Tolkien, é entender a natureza da arte pra esses caras. Pra que se dar o trabalho de descrever as lendas dos antepassados dos anões? A pergunta na verdade é bem mais simples: pra que se dar o trabalho de sequer escrever uma história? Não precisamos delas para sobreviver, teoricamente. Precisamos, sim, para satisfazer uma ânsia impossível de traduzir, que é saciada pela música, filmes, livros, ou o que seja.

Assumindo isso como verdade, podemos parar de nos perguntar a razão pela qual o cara escreve aquilo, e passmos a perguntar: Por quê não escrever uma história mais simples, se mesmo histórias menos ambiciosas podem ser boas?

Aí entra uma discussão bem mais bizarra, pois envolve, além de tudo, gosto pessoal. O que faria alguém gostar mais de ler Senhor dos Anéis, com seu universo mega-amplo, do que ler A Metamorfose, com sua narrativa minimalista? O que acontece de diferente nas duas?

Um elemento que pode resumir a diferença é a justificativa da história. Senhor dos Anéis é uma história típica, com um herói e sua missão de salvar o mundo que está em colapso, para restaurá-lo do jeito que era no início. Se vocês pensarem, essa “fórmula” se aplica a milhares e milhares de histórias, não importando a mídia. O objetivo de uma história como essa é a imersão de quem lê. Ela não precisa “revolucionar”, nem quer mudar o mundo. Pode até acontecer, mas vai ser consequência da leitura e do entretenimento.

Uma narrativa como A Metamorfose de Kafka quer, antes de entreter, discutir algum ponto importante externo à história. Isso soou altamente difícil, até eu vou ter que reler pra entender melhor o que escrevi. ….

Ah, sim.

O que quis dizer, é que ele tinha o objetivo de lançar um olhar sobre a sociedade que estava se formando naquele fim de século XIX início do XX. Tolkien, no prólogo da Sociedade do Anel, diz, com todas as letras, que sua história não tem qualquer conteúdo de crítica política, social, ou whatever.

PORRA TOLKIEN! Tu estudou até Geografia, mano?

O que concluímos disso tudo? Provavelmente nada, mas se você vasculhar nos escombros do seu neurônio, pode parar e pensar o seguinte: Se uma história quer afogar o leitor nela, pra fazer com que ele se desloque completamente do mundo real, criar uma complexidade maior para o universo dela pode ser uma ótima maneira de fazer isso. Lógico que não caberia fazer isso em narrativas de proporções menores, como histórias infantis, por exemplo. Prova disso é que Tolkien escreveu O Hobbit antes de muitas coisas que desenvolveu sobre o universo de Arda e Middle Earth.

Senhor dos Anéis leva o gênero épico/mitológico a escalas tão épicas, que os detalhes são importantes para garantir a verossimilhança da história. E também para fazer adolescentes babarem com a descrição das espadas forjadas em Gondor.

Na próxima parte, uma comparação desse universo literário com um universo de origem cinematográfica.

Que a força esteja com vocês!

Melhor campanha co-op? Nada de Borderlands ou Uncharted 2, é Goof Troop!

Nos últimos meses, desde que comecei a ler e escrever sobre tecnologia com mais frequência, sempre me deparo com questões polêmicas sobre videogames. Às vezes, uma boa forma de discutir sobre o assunto é comparar os jogos aos filmes, que carregam semelhanças: ambos são artes áudiovisuais, sofreram de preconceito no início de sua formação e são relativamente novos em relação às outras mídias.

Pensando sobre isso, um dia, reparei que o produto do Cinema, o filme, é guardado para sempre, seja em forma de negativo, fita K-7, dvd ou blu-ray. As conversões, em sua maioria são assessíveis, e as plataformas para execução de filmes são muitas. É muito barato para a classe média de hoje comprar um aparelho de DVD. E mesmo o brasileiro médio tem acesso a toneladas de blockbusters por dia, na SBT, Globo, e outros canais de merda.

Isso tudo é o que os videogames não possuem, seja aqui ou no exterior: acessibilidade e facilidade de reprodução. Não ser acessível é uma questão mercadológica, uma área da qual eu entendo menos que nada. Mas a facilidade de reprodução é uma coisa que deveria ser mais fácil, mas acaba sendo complicada.

Os filmes da década de 70 pra trás são facilmente encontrados em dvd, ou no mínimo convertidos de outra mídia. Mas um jogo clássico da década de 80/90 é difícil de ser rodado nos aparelhos de hoje em dia.

Já pararam pra pensar nisso? Não só somos refens de três tipos de consoles, como também não podemos aproveitar jogos antigos se não tivermos o console da época. Nem sempre os consoles possuem compatibilidade com todos os jogos das gerações passadas. Sem falar em consoles como Dreamcast que possui ótimos jogos. Mas e se seu Dreamcast der algum defeito? E se o seu cachorro morder o cd do seu Shenmue e ele parar de funcionar?

Enquanto você se desespera com essas dúvidas, um mesmo filme pode ser rodado em 300 aparelhos de DVD, de 300 marcas diferentes, independente de quando ou por qual empresa foi lançado.

Dependemos também da boa vontade das próprias empresas de cada console para publicar os retrogames nas suas respectivas lojas virtuais. Isso é bem legal, não existia nada como isso antigamente. Seja Wii-ware, XBL Arcade, ou as não tão fartas opções de clássicos na PSN… mas será que é o suficiente?

Esse problema, penso eu, deveria ser melhor analisado pelos gamers. Temos que exigir maior acessibilidade aos clássicos, ou mesmo aos jogos de gerações passadas. Exigir retrocompatibilidade é o mínimo. Precisamos também que as lojas virtuais sejam cada vez mais completas. Mas se não houver demanda, dificilmente as gigantes dos videogames terão o trabalho de organizar isso. Será mais um acessório que eles cortarão para diminuir o preço do investimento e aumentar seus lucros.

Er.. oi!

Bom, parece que estou falando sozinho (o que não deixa de ser verdade [por enquanto \o/]). Vou tentar superar isso.

Esse projeto de blog foi criado sem uma intenção aparente. Acho que fiz ele por vontade de participar mais fortemente das comunidades dentro da internet. O tipo de gente que se encontra por aí e a parceria que se forma entre as pessoas é extraordinária.

E também porque quero mostrar minha opinião sobre meus assuntos preferidos (que são muitos, isso é um problema que eu tenho). Fazendo uma divisão grosseira, dá pra dividir entre música, desenho e histórias.

É por aí, galera-que-um-dia-vai-ler-isso. Espero que esse avião decole.

E levantem a bunda das cadeiras (ou sentem ela na cadeira, no caso) e vão criar e participar de um blog/twitter/deviantart/forum/etc. Porque isso é o futuro, e quanto mais cedo entrarmos nele, melhor. INTEGREM-SE \o/

Peace out.