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É, a moda nerd está cada vez mais forte. infelizmente, milhões de babacas querem se fantasiar e se fingirem de nerds para serem “cool”. Talvez isso até tenha um efeito colateral bom, como a diminuição do preconceito das pessoas com os nerds (e o conseqüente aumento das minhas chances com as mulheres *sonhando*), já que agora usar óculos e ler quadrinhos e cult. Mas, por enquanto, tudo que esta maldita moda está provocando é uma maior dificuldade de se reconhecer nerds, pois há grandes chances de serem posers.

Ainda bem que na internet reconhecer isso é bem mais fácil, principalmente pelo background da pessoa. E, com moda ou sem moda, as comunidades nerds costumam ainda ser segmentadas, com pouca gente, mas pouca gente unida.

Por exemplo, quando o jogo Portal saiu com seus conceitos geniais e temática que misturava comédia nonsense com sci-fi, a Valve, numa sacada genial, encontrou a parceria musical perfeita para compor a música tema do jogo, que toca nos créditos finais.

Jonathan Coulton é um cara que toca violão (quase sempre sem acompanhamento) e que faz músicas de temas comuns como o natal na Terra colonizada por robôs e um cientista louco apaixonado.

Quase sempre os temas das músicas são bem ligados a cultura nerd, e muito engraçadas. ontem estava ouvindo o album no ônibus e ri sozinho a ponto de pessoas olharem pra mim achando que sou insano.

O mais legal, entretanto, é que ele disponibiliza as músicas de graça e ainda por cima abre os direitos de utilização para o público. Se você quiser fazer um vídeo e colocar uma música do JoCo, não tem que pagar nada e o YouTube não vai tirar do ar. Outra coisa incrivelmente maluca que esse cara fez foi um projeto chamado “Thing a Week”, no qual ele se propôs (e cumpriu) a criar uma música por semana durante um ano. Segundo o próprio Jonathan, algumas músicas ele fez tão rápido que nem se lembra de como são 😛

Enfim, vou deixar o post magro e curto, e pra iniciar os que não conheciam esse ótimo músico-comediante-nerd no mundo de Jonathan Coulton. Aqui vão 3 aperitivos da suas pérolas. Se possível pesquisem as outras, tá cheio de vídeos no YouTube de shows do próprio cara, sem falar os clipes independentes que fizeram dos vídeos dele.

Code Monkey – Música sobre a vida de um programador de softwares:

Chiron Beta Prime – Uma família exilada num asteróide depois de a Terra ser dominada por robôs (lol):

Still Alive – O clássico tema de Portal:

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Acho que todas as pessoas que gostam de jogar e ler sobre videogames, estão mais do que acostumadas com matérias jornalisticas cegas, surdas e mudas sobre o má influência (cof) e danos sociais (cof) que os jogos podem trazer para o universo.

Pensando nisso, resolvi criar uma série de posts para as próximas vezes que jornalistas muito espertalhões resolverem adentrar esse terreno. O objetivo é colocar muitas minas nesse terreno, pra que esses jornalistas espertalhões percam o maior número possível de membros ao publicar babozeiras sobre videogames. Como fazer isso? O maior número possível de blogueiros e sites que tratam de games, independentes ou não, deveriam ficar espertos para matérias desse tipo. De preferência escrever, criticando-as sem xingar ou perder a razão. Mas sim mostrando por que são tão idiotas e contraditórias.

Infelizmente a crônica sobre a qual vou escrever hoje não parece ter causado alarde. Não achei um site ou blog sequer falando sobre. Tudo bem, todo dia tem uma matéria assim. Mas essa em questão surpreendeu por ter vindo de um meio de comunicação pretensamente (e forçadamente, às vezes) alternativo: a Revista piauí.

Não foi uma matéria jornalística. Parece que a autora da crônica, a escritora Vanessa Bárbara, estava sem temas para escrever e decidiu que seria legal atacar as pessoas que jogam videogame. A crônica é um diário escrito em primeira pessoa (duh) por um personagem viciado em games. O estereótipo do estereótipo.

Nem vale a pena resumir o texto. Quem estiver interessado, vale a pena ler apenas para ver uma crítica antiga e que as pessoas insistem em chegar atrasadas para fazer. Desistam! Já temos muitos casos de preconceito das mídias maiores, que insistem no tema e fazem campanha contra cada jogo com temática violenta que sai.

Alguém pode argumentar que o vício em games existe, e que a crônica pode apenas ser uma crítica aos viciados e não aos videogames em si. Pode até ser que essa seja a intenção, mas eu duvido. Quando se faz uma crítica desse tipo, você tem que tomar cuidado para não carregar suas palavras com o preconceito que determinados assuntos são tratados. Ela não teve esse cuidado. Deixou vazar um sarcasmo infantil em relação aos jogos, como se criticar o vício não fosse suficiente.

Algumas pessoas parecem ter medo das novas tecnologias e, por algum motivo, achar que são nocivas ao  mundo. Infelizmente os videogames, assim como a internet, acabam sendo dois dos principais alvos desse medo que, como diria Mestre Yoda, se transforma em ódio, que se transforma em sofrimento. A internet acabou perdendo um pouco desse preconceito por ter virado uma ferramenta indispensável tanto para um executivo quanto para um porteiro. Mas e os videogames continuam sofrendo com alguns retardatários que não entenderam seu potencial.

Recentemente na faculdade, li sobre um psicólogo que, nos primórdios do Cinema, ia assistir filmes escondido dos seus colegas, pois teoricamente estava se rendendo a uma forma de arte inferior. Ele acabou escrevendo o primeiro livro teórico sobre a arte do Cinema, e fez campanha para que tivesse a mesma consideração do Teatro ou da Literatura.

Hoje, os conservadores que criticavam o cinema são os pseudo-intelectuais que criticam os videogames. E quem pode mudar isso são as pessoas que levam os jogos a sério. E não precisa escrever livros teóricos. Escrever num blog já é suficiente.

Férias é sinônimo, pelo menos pra mim, de não fazer nada. Não estou trabalhando, apenas estudo, então minhas férias são integrais. Há quem me inveje por isso, mas muitas vezes a pessoa tem um emprego legal e que gosta. Eu estou me aventurando, esse ano, na magnífica jornada de estudar em tempo integral, então não me invejem.

Mas chega de momento-querido-diário. O que quero escrever aqui, pra tentar expurgar uma maldição de mim mesmo, e quem sabe ajudar a expurgá-la de outras pessoas, é sobre apatia, indolência. Mais conhecida como vagabundagem. Não no sentido ruim da palavra, porque todo mundo merece férias e descanso. Mas e quando o descanso é um impecilho até mesmo pra fazer coisas que você planejava fazer no tempo livre?

Quando entro de férias, planejo antes o que quero fazer, além de me divertir: ler livros de assuntos pelos quais me interesso, assistir filmes menos idiotas, exercitar desenhos, fazer um esporte (nerd level down), coisas que não são exatamente diversão, mas que você quer tentar, já que tem tempo. Mas quando chega a hora… nada.

Os dias se arrastam como lesmas no deserto. O calor torra sua cabeça, você liga o ar condicionado e vai para o computador. Vê um filme aqui, assiste outra coisa (um anime ou série). Faz nada no sofá, faz nada na cama. Volta pro computador e twita 2 coisas. Joga horas e horas de videogame. O pensamento de fazer aquelas tarefas te assombra, mas sua mente vagabunda os empurra para o canto.

Depois de metade das férias virar passado, você se surpreende e fica puto consigo mesmo por achar, inocentemente, há 1 mês atrás, que leria todos aqueles livros, veria aqueles filmes e faria algum exercício físico. Com esse último, na verdade, você não se surpreende.

O tempo escorre, você fica mais velho, e empurra tudo para as próximas férias.

Não, não desisti do blog! Desistir jamais. Foi apenas uma breve pausa para terminar afazeres de fim de ano. Férias mesmo só agora, 3 dias antes do Natal!

Inclusive abri a caixa de texto para esse post sem ao menos saber sobre o que eu ia escrever! Mas de todos os temas que ficam borbulhando na minha reles mente, um que me deixa particularmente puto me pareceu ideal para uma discussão.

Eu sei que é só uma expressão. Não quero dar uma de inspetor de colégio e fazer sermão, sou muito novo pra essas coisas! Mas me preocupa a possibilidade de existir gente por aí que realmente acha que inclusão digital seria a culpada da idiotice acumulada na internet.

Acho que tem dois argumentos pra matar a opinião de quem acredita nisso.

O usuário em si, que não conhece internet, FATALMENTE vai fazer alguma merda. Isso é fato, não posso discordar. Isso também acaba gerando muitas pérolas, e eu também rio delas. Eis um pequeno exemplo que me fez praticamente cuspir o pâncreas de tanto rir: http://www.youtube.com/watch?v=7UqaLQMWhh8

Depois da crise de riso de assistir o vídeo várias algumas vezes, parei para analisar friamente. O cara não fez mal pra ninguém! Visivelmente ele não entendeu qual é a do YouTube, já que o usou como se fosse um telefone. Mas a intenção dele era boa, e por mais que tenha falhado miseravelmente em se comunicar com Daniela, ele não causou mal para a comunidade internética. Porque não tinha más intenções.

Dani. Escuta, Dani. Oh, Dani. Tá?

Dani. Escuta, Dani. Oh, Dani. Tá?

O que quero dizer é que não é o fato do cara ser recentemente incluído no

mundo digital que vai tornar ele um câncer para a Comunidade. Ele pode ser um câncer mesmo se nasceu grudado a um computador. O que define isso é o grau de escrotice do inf

eliz, não a intimidade que ele tem com o cyberespaço!

Outro argumento que pra mim é crucial: Se você está na internet só porque não tem nada pra fazer, e pra você internet se resume a MSN e Orkut, ótimo, pode vomitar asneiras o quanto quiser! Mas pra quem acha que internet significa algo mais relevante, que é um meio revolucionário de se comunicar, é uma contradição desejar que determinadas pessoas não se incluam nessa rede! A internet só vai conseguir nos livrar da tirania da TV e de outras mídias atrasadas quando MUITA gente estiver conectada, e isso inclui qualquer um. Leva tempo para uma pessoa entender um veículo tão veloz e que evolui a cada segundo.

Mas enquanto eles não entendem, não custa nada rir um pouquinho 😀

Preciso registrar todo o meu desgosto com o chamado “Oscar dos videogames”…

Que pataguada que foi a organização desse troço! Uma cagada atrás da outra.

E quando digo organização, estou me restringindo apenas às apresentações e a estrutura em si. As votações nem sequer são méritos dos organizadores, já que abriram para o público. Se é que acertaram em algo, foram nos indicados de cada categoria e no bom sistema de votação no site.

Porque o “show” em si foi uma droga. Pra começar o digníssimo Spike.TV que fez uma propagando dos infernos (chegando ao ridículo de intitular o evento de “Spike TV’s Videogame Awards”) simplesmente não estava transmitindo a joça. Aí foi aquele correria pra procurar sites que estivessem streamando (?) o evento. E, pasmem, existem usuários no Justin.TV com mais competência pra fazer o streaming do que o próprio site que organizou o evento! Enquanto não achei um vídeo, acompanhei pelo liveblog do PlayerTwo. Muito bom por sinal, parabéns ao pessoal de lá!

Consegui enfim achar em vídeo, mas os sites faziam o favor de desativar quase todos, provavelmente por causa da Spike, que ainda não estava transmitindo… quanta incompetência. E mesmo quando conseguiram transmitir não dava pra ver o maldito telão, ou seja, só se via o palco e não os trailers (que eram as atrações mais esperadas do evento).

A parte musical foi lamentável. Soopy Dog e uma banda genérica que não sei o nome nem quero saber. Chamaram Stevie Wonder lá e ele não tocou… seria trilhões de vezes melhor se colocassem ele como atração musical!

No final acabou ganhando Uncharted 2 como game of the year. Bom, só vou jogar esse jogo semana que vem, mas acho legal Modern Warfare 2 não ter ganhado porque tenho antipatia pela Activision e duvido que esse seja melhor que o CoD4.

Flower ganhou melhor jogo independente merecidamente, o jogo é uma das idéias mais criativas da geração. Tivemos mais uma penca de prêmios aleatórios que você com certeza já leu em outros sites/blogs! *baixa auto-estima mode*

O legal mesmo foram os trailers, então aqui está um link para os senhores degustarem essas belezuras:

Novo Batman Arkhan Asylum

Halo Reach

Novo Medal of Honor

Star Wars: The Force Unleashed II

Novo True Crime

Tron Evolution

Até que são anúncios bem, decentes! Não é uma E3 mas tá valendo 😛

Espero que da próxima eles façam uma apresentação digna. Os gamers merecem uma premiação que não ache que nós temos cara de otário.

A Edge está fazendo uma pesquisa um tanto quanto polêmica: Qual o jogo, a personalidade e o momento mais marcante da década?

Respondi no blog deles de forma bem resumida e mal-inspirada. E sei que o tema dá pano pra manga, então vou desenvolvê-lo mais (E QUERO OPINIÕES POHA!1!!1SHIFT)

Mas por enquanto vai um post com minha resposta lá no blog da Edge:

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Jogo da década: Metal gear Solid 3: Snake Eater

Por quê? A história é genial, é como um filme, mas vai além: nenhum filme te coloca numa imersão tão grande e nenhum outro jogo consegue ter uma narrativa tão boa sem perder a interatividade.

MGS3 é um dos poucos jogos que ninguém consegue jogar “só pra matar uns caras” e encostar, a jogabilidade é integrada com a história. E por ser um sucesso estrondoso, pra mim significa um avanço para os jogos evoluirem como arte. É como Kubrick, que foi um dos maiores diretores da história, fazendo filmes geniais e ao mesmo tempo extremamente populares.

Talvez existam até jogos mais significativos, mas esse é o que mais me cativou.

Personalidade: Alguma dúvida? 😛

Kojima-sama, sem dúvida. (repetição porca detected)

Momento marcante: O lançamento do Wii, simplesmente a maior decepção que já tive na minha história como gamer, que vem desde os meus 4 anos. Quando ele se consolidou como um videogame sem ambição alguma, a não ser de abocanhar a maior parte de consumidores possível, mas sem a vontade de fidelizá-los ou de mostrar pro mundo que os videogames não são só diversão despretensiosa, mas também uma poderosa forma de arte.

Yo no creo em jornalistas idiotas, pro que los hay, hay.

Calma, não vou escrever o post inteiro em portunhol. Nesse post vou colocar uma crítica minha feita ao Jornal Hoje através do site do G1. Aí está o link:

http://migre.me/aUvF

O texto é auto-explicativo.

E quem concordar com ele, plz se junte à batalha >:)

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Olá, equipe do G1.

Houve esta semana uma reportagem no Jornal Hoje a respeito do Projeto de Lei que proíbe o bullying em Pernambuco. A lei por si só é interessante, porém, na reportagem, foi dado foco também em um jogo, chamado Bully, e que foi lançado há mais de 3 anos atrás.

Na reportagem o jogo foi acusado de ser um jogo que “estimula o preconceito”, além de ser adjetivado (ato que não deveria ser esperado de jornalistas) de “péssimo gosto” e “sem graça”. E pra fechar, ainda diz que é “jogado por covardes”.

Uma pergunta simples: Será que alguém julga algum filme sem antes vê-lo? Acho que se algum crítico de cinema fizer isso, vocês provavelmente o demitirão na semana seguinte. Pois eu duvido que qualquer uma das pessoas que participou da elaboração dessa reportagem tenha jogado o jogo Bully.

Primeiro, o jogo não incentiva o preconceito. Seu objetivo não é maltratar gordinhos e nerds, em bora haja a POSSIBILIDADE de fazer isso. A história principal do jogo, no entanto, é de um menino problemático que é internado pela mãe (que não liga para ele) num colégio onde reina o caos e os estudantes se odeiam. Durante o jogo você precisa burlar também a autoridade tirânica da escola.

Mesmo que alguém diga que isso é nocivo, deveríamos perguntar: estamos julgando os videogames com a mesma imparcialidade que julgamos filmes ou livros? Por que os jogadores são tratados como crianças que não podem ver um conteúdo minimamente fora do padrão? O processo de classificação por idade está aí pra isso, e principalmente os pais estão aí pra isso: eles decidem se os filhos vão ou não jogar. Mas que pelo menos decidam baseando-se em informações corretas, que não foi o que vocês forneceram.

Videogames são uma forma de entretenimento, e como tal deve ser livrada de ataques gratuitos como esses do Jornal Hoje, que só fazem reforçar o paradigma conservador de que jogos são para crianças e devem manter-se longe de conteúdos violentos ou sugestivos. A arte felizmente deixou quase completamente de sofrer com isso. Os videogames são também uma forma de arte (por que não?) e deve ser respeitada. Covardia de verdade é julgar algo que não se experimentou.